Vintage – O que é?

Volta e meia nos deparamos com o termo vintage. Para os entendidos da moda, é algo trivial, mas para quem ouve o termo esporadicamente e nunca se deu o trabalho de procurar saber o que significa, a primeira reação é associar o termo ao número vinte, seja aos anos 20 (1920), seja a algo de vinte anos atrás. Também já encontrei que “vintage é o período da vida de pessoas extremamentte afetadas, entre os 20 e 29 anos” ;-) Não, não tem nada a ver!

Segundo o wikidictionary, vintage vem do anglo-normando vintage, este do francês antigo vendage, (cognato com o francês vendange), este por sua vez advém do latin vīndēmia (“‘uma colheita de uvas, vintage’”) < vīnum (“‘vinho”) + dēmō < de (“‘de; a partir’”) + emō (“‘adquirir, obter’”).

Há também uma definição usual encontrada a internet que afirma que vintage é uma palavra cujo significado em inglês quer dizer “vint” relativo à videira ou vinho, e “age” de idade e que é um termo utilizado para designar as melhores safras de uvas. Em relação à etimologia da palavra acima, esta definição soa um tanto equivocada. Contudo, atualmente a palavra certamente se refere às uvas que estão no melhor momento para serem colhidas para a fabricação do vinho.

Dessa forma, vintage é um termo que adquiriu um novo significado além do original. Além de significar, na indústria de vinho, a indicação da data de colheita para um vinho, o termo acabou por representar també o melhor de cada época. Assim convencionou-se chamar de vintage os produtos dos anos 20, 30, 40, 50, 60, 70 e recentemente, até mesmo dos anos 80, que, assim como alguns vinhos, adquiriram uma conotação de nobreza e tornaram-se referência no seu tempo, tais como: carros, relógios, guitarras, móveis, roupas, aparelhos de som, facas, armas, etc. Ou seja, são artigos de interesse para colecionadores. Para os colecionadores, quanto mais antigo melhor, não havendo necessariamente uma correlação com o número 20, no sentido de que os produtos devem ter mais de 20 anos.

Na moda

Origens

O vintage relacionado à moda nasceu entre as décadas de 60 e 70. Paris, Londres e São Francisco (USA), foram as cidades onde os brechós ou second hand ( segunda mão) ganharam fama.

Estas lojas surgiram para atender um consumidor jovem e sem dinheiro, que viajava pelo mundo atrás de novas culturas, que buscava na moda uma integração do velho com o novo.

Nasceu aí um conceito antimoda, um culto ao individualismo, multicultural, não consumista e ecologicamente correto. O vintage se estabelece como estilo de vida e como um grande segmento dentro do mundo da moda.

Atualmente

Vintage

Vintage

Hoje o mais comum é só usar a palavra vintage para roupas usadas que sejam de grife. Que tenham marcado uma coleção importante ou que definam o estilo de uma época.

Alguns estilistas atribuem ao retorno das modas setentistas e oitentistas um certo teor “vintage“, mas, por serem relativamente recentes, o termo não é devidamente atribuído a estas décadas. O resgate da moda “pin-up” é um excelente exemplo de moda vintage. Roupas com tecidos propositalmente “desgastados” também são chamados vintage, justamente por ter uma aparência de usado, antigo. Xadrez, babados, bolhinhas e tudo que era da vovó é aproveitável.

Calça com cintura alta, blusinhas balonê, cintos demarcando a cintura, tudo isso volta com tudo e o estilo vintage passou a ter evidência no mundo da moda, nos últimos anos. Moda vintage é uma moda retrógrada, uma recuperação de estilos dos anos 20, 30 até os anos 60, 70, 80. São roupas com estilo retrô, tipo vestidos dos anos 50 e 60 (menos estilo hippie) e não só roupas, mas também óculos Wayfarer, tênis modelos clássicos (geralmente com solas vulcanizadas) e outros acessórios. Quando necessário, as peças são restauradas e algumas vezes customizadas.

O estilo vintage transforma em referência o melhor de todas as décadas. Assim podemos dizer que tudo o que relembre os anos 60, 70 ou 80 pode ser denominado dessa forma, desde vestimentas até mobiliário”, afirma Julia Simões, professora do Senac – Santos e Consultora de Moda e Estilo

Também segundo Cajon DeSastre:

Para uma peça ser vintage os requisitos são os seguintes: ter pelo menos 20 anos de antiguidade, ser testemunha de um estilo próprio ou de um estilista, não haver sofrido nenhuma transformação, representar um instante de moda e estar em perfeito estado.

Normalmente as roupas são comercializadas em brechós ou em alguns casos vendidas na própria loja que a fabricou.

Aqui no Brasil as grandes marcas fazem bazares e comercializam o que “sobrou”; na Europa é mais comum a própria marca ter seu acervo em local especial. Na alta costura isso é super comum.

O mercado de roupas usadas é enorme, tanto no Brasil como em todo o mundo. Lojas chiquérrimas e feiras de ruas estão por todos os lados. O preconceito ainda existe, mas pouco. A maioria dos brechós trabalha com roupas limpas e em ótimo estado. São lojas aonde ir com tempo faz a diferença e é importante provar e ter um pouquinho de imaginação.

Não é como comprar em outras lojas, as peças são únicas e não existe grade de tamanho. Quer compor um look vintage, mas tem medo de errar? O segredo é não “pesar a mão” e misturar peças retrô com outras mais modernas.

Veja mais:
Modelos:
dita.net
iamtrouble.com
bettiepage.com
Compras:
aoutrafacedalua.com/roupavintage.html
berniedexter.com/rockabilly-a…
pinupgirlclothing.com
howcool.com/catalog/
babygirlboutique.com
shopfrockshop.com
pinup-parade.com/shop/index.h…
vintagetextile.com/gallery_early.htm
euamovintage.com.br

Na música

Vintage na música

Vintage na música

O termo vintage relacionado a itens de coleção surgiu com os colecionadores de carros antigos nos Estados Unidos, quando estes queriam designar carros com mais de 20 anos e de interesse para colecionadores. Logo o termo foi importado por outros setores de coleções chegando até o mercado de guitarras usadas.

Uma guitarra é considerada vintage quando ela tem mais de 20 anos e tem algum apelo que a torne colecionável. Normalmente as guitarras antigas são muito bem feitas, com madeiras selecionadas ( na época não havia restrição ao comércio de madeira que há hoje ) e com acabamento espetacular . Tudo isso aliado ao fato de que com o passar dos anos a madeira vai secando cada vez mais , faz com que uma guitarra vintage tenha um som incrível e inatingível se comparado com uma guitarra moderna. Essa combinação de fatores , ou seja , construção exemplar , som perfeito , modelos originais , mais de vinte anos , poucos exemplares , tornam as guitarras vintage muito valorizadas no mundo inteiro.

O maior mercado de guitarras vintage do mundo é o Norte Americano , mas elas são muito valorizadas e consideradas como dinheiro liquido na maior parte do mundo.

A maior dificuldade hoje em dia é a identificação de cada instrumento e sua avaliação , mesmo porque , existem muitas cópias e re-edições dos modelos mais famosos e valorizados. Através do site tentaremos ajudá-los a esclarecer essas e outras dúvidas, bem com deixá-los ao par sobre novidades e eventos que envolvam guitarras no Brasil.

Veja mais:
vintageguitar.com.br

Móveis

Vintage nos móveis

Vintage nos móveis

vintage em relação à móveis, designa peças do século XX (mais uma vez, nada a ver com o “vint”) que se tornaram referência de uma época. São objetos que nossos pais e avós tinham e que agora voltam repaginados para marcar presença em nossas casas.

Veja mais:
desmobilia.com.br/cat/vintage/
casa.abril.com.br/materias/moveis/mt_408545.shtml

Vintage segue atual

Se você ainda não tem uma peça vintage em casa, seja uma roupa, um móvel, um objeto de arte, um livro ou qualquer coisa de outros tempos, procure, garimpe e descubra como é bacana viajar em outras épocas.

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COMPRAS: A maioria dos produtos aqui mostrados são de empresas estrangeiras, portanto a aquisição nem sempre será possível. De qualquer forma, sempre colocamos o site da empresa responsável pela venda ou fabricação abaixo das respectivas imagens ou pelos textos (links amarelos). Através deles você poderá encontrar formas de adquirí-los.
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