Design, Interiores | 14 de fev de 2009
A cadeira “Wassily” foi desenhada pelo arquitecto húngaro Marcel Breuer entre 1925 e 1927 e produzida inicialmente pela Standard-Möbel e Thonet.
Desde o início da década de 20, Breuer lecionava na importante escola de design alemã Bauhaus, dedicando-se também ao projeto e desenvolvimento de peças de mobiliário em metal. Dentre estas destacou-se a cadeira em tubos de aço cromado, inicialmente designada “Club”. Posteriormente o arquitecto altera o seu nome para “Wassily”, em honra ao amigo e pintor abstracto Wassily Kandinsky.
Utilizando perfis tubulares, recentemente produzidos pela grande metalúrgica “Mannesmann”, e ligações simples, Breuer atingiu esta solução com a ajuda de um picheleiro. O sentido de fluidez e de continuidade de linhas determinada pelos tubos cromados dobrados imprimiam-lhe um ar dinâmico que era acentuado pela tensão introduzida pelas tiras de couro (ou de lona, conforme as versões) que constituiam o assento, o encosto e o suporte para os braços. Embora aparentemente complexa, a forma desta cadeira teve como base um volume cúbico, uma solução formal que se encontrava presente em outras famosas cadeiras projectadas nesta época, como os sofás cúbicos de Le Corbusier.
A sua estética mecanicista e tendencialmente abstracta respondia à tendência do movimento racionalista representado pela Bauhaus, para a criação de formas simples e para o uso de materiais ligados à produção mecânica que possibilitassem a construção destes produtos em grandes quantidades, o que permitiria (pelos menos teoricamente) reduzir os seus custos e a consequente democratização do design de qualidade.
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Imagens: 1ª foto – fonte desconhecida / 2ª foto - http://tipografos.net/bauhaus/bauhaus-moveis.html