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Posts e imagens de Crítica

Crítica sobre a arquitetura moderna

Arquitetura | 06 d Jan d 2012

Há algo feio e brutal no meramente funcional, nas mesas que são simplesmente superfícies planas com pernas, feitas de plástico, nas ubíquas torres de concreto que rasgam tantas de nossas cidades do interior — o que o arquiteto modernista Le Corbusier chamou de suas “máquinas de morar”. Seu design intencionalmente mecânico exclui qualquer consideração do fator humano em seu uso e reforça o senso de alienação cujas raízes estão em toda tendência mecanicista de nossa cultura newtoniana. Artefatos que não contêm nada do fator humano (nada da consciência humana) não refletem nada de volta quando lidamos com eles. Não estão em diálogo conosco e não conseguem satisfazer nossa necessidade de autodescoberta criativa.

Retirado da página 150 de algum livro cujo nome esqueci de anotar Achei a autora: Danah Zohar no livro O Ser Quântico, Cap. 14

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Decadence avec elegance – Uma crítica sobre decoração e interiores

Decoração | 10 d Nov d 2011

Ambiente decadente, mas com classe

Ambiente decadente, mas com classe

Você sabe que decoração também é comunicação. A decoração do seu lar expressa (ou deveria expressar) o que você é, ou o que você está sentindo nesse determinado momento da sua vida. Assim, o primeiro erro que se pode cometer com a decoração da sua casa estaria em querer comunicar com ela o que você sequer consegue expressar como pessoa. Invista primeiro em ser, depois em parecer.

O segundo erro que se pode cometer se deve ao fato de que todo segmento de comunicação vive em meio a ciclos de tendências e modismos. Dessa forma, esses ambientes de revistas de decoração, ditos contemporâneos, mas muito moderninhos e artificiais podem não comunicar exatamente o que você quer passar. Se é que você quer passar algo com a decoração da sua morada. Talvez você queira um sofá para apenas sentar e relaxar, e não pra mostrar o quanto você é chique.

No fundo esses ambientes comerciais servem para mostrar o que você sabe que não é, porque são tendências que logo passam. É um luxo falso e vazio que não condiz com a nossa simplicidade brasileira, uma simplicidade muito rica e autêntica, por sinal. Aquilo ali na revista não tem nada a ver com nosso estilo de vida.  Talvez você possa querer que o seu ambiente seja APENAS bem resolvido porém absolutamente discreto e verdadeiramente clássico (porque nem todo móvel clássico tem CLASSE – a classe está em ser o que se é, só isso).

Por tudo isso uma loja como a de Alex MacArthur me chama a atenção. É uma espécie de antiquário que permite resultados super autênticos como os da imagem acima. Uma simplicidade até um pouco decadente, mas absolutamente autêntica e prática. Beleza pela beleza foi certamente um dos últimos valores buscados no ambiente pois só o que conseguimos observar é a elegância da funcionalidade. São móveis de uma época ainda não contaminada pelo buzz comercial que atualmente envolve o segmento de arquitetura e interiores. Uma ótima ideia para se aplicar no Brasil, onde as pessoas ainda se iludem com os modismos que vem de fora. Como o pobre que ficou rico e se vê bobo com os luxinhos que a riqueza oferece, sem se perguntar se os ambientes que lhes são oferecidos são realmente o que querem, ou se não estão concordando – e pagando caro – por ambientes artificiais só porque todo mundo tá fazendo.

O consumidor do mercado de arquitetura e design brasileiro precisa aprender a se perguntar o que ele realmente quer, e parar de querer o que o mercado diz que ele deve querer.

Foto: Alex MacArthur

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