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Crítica sobre a arquitetura moderna

Arquitetura | 06 d Jan d 2012

Há algo feio e brutal no meramente funcional, nas mesas que são simplesmente superfícies planas com pernas, feitas de plástico, nas ubíquas torres de concreto que rasgam tantas de nossas cidades do interior — o que o arquiteto modernista Le Corbusier chamou de suas “máquinas de morar”. Seu design intencionalmente mecânico exclui qualquer consideração do fator humano em seu uso e reforça o senso de alienação cujas raízes estão em toda tendência mecanicista de nossa cultura newtoniana. Artefatos que não contêm nada do fator humano (nada da consciência humana) não refletem nada de volta quando lidamos com eles. Não estão em diálogo conosco e não conseguem satisfazer nossa necessidade de autodescoberta criativa.

Retirado da página 150 de algum livro cujo nome esqueci de anotar Achei a autora: Danah Zohar no livro O Ser Quântico, Cap. 14

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1ª Casa Modernista no Brasil

Arquitetura | 27 d Jun d 2010

1ª Casa Modernista no Brasil

1ª Casa Modernista no Brasil

Há 80 anos, o arquiteto Gregori Warchavchik abriu as portas de uma de suas casas para a primeira exposição modernista dentro de uma construção desenhada nos moldes dessa escola artística. Naquele 26 de março de 1930, não eram poucos os amigos famosos do arquiteto: Tarsila do Amaral, Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Lasar Segall – este último, seu concunhado. A casa, que recebeu mais de 20 mil visitantes, exibia telas dos amigos, além de móveis e luminárias projetadas por ele. À Rua Itápolis, num Pacaembu quase periferia daquela São Paulo com apenas 900 mil habitantes, os traços retos, sem adornos e utilitários estabeleceram Warchavchik como o pioneiro da arquitetura modernista. A primeira casa ficara pronta dois anos antes, logo depois que o arquiteto se casou com a pianista Mina Klabin. Hoje, tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) e reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a área – de 13 mil m² – da famosa casa da Rua Santa Cruz pertence ao Estado de São Paulo e se transformou num parque.

Na Semana de Arte Moderna de 1922, a arquitetura não foi citada como arte de vanguarda. Coube a Warchavchik, ucraniano que chegou ao país em 1923, elevá-la ao patamar modernista. Ele foi o primeiro a pensar, naquela década, em construções com economia de espaço e livres de adornos típicos da Europa. Casas deveriam ter grandes janelas, para aproveitar a iluminação natural tropical, e poucos espaços de circulação, como halls e corredores, evitando perder tais áreas para ganhá-las nos cômodos. “Esta arquitetura será a mais regional possível, porque a sua primeira e principal exigência será a de adaptar-se à região, ao clima, aos costumes do povo”, escreveu Warchavchik à época. Pensando nas classes mais pobres, construiu vilas operárias no Rio de Janeiro e em São Paulo. O ideal dos arquitetos modernos, para ele, era “conseguir a diretriz prática para orientar a fabricação de casas em grande escala, a fim de proporcionar, com um mínimo de preço, um máximo de conforto, principalmente às classes menos abastadas”.

1ª Casa de Arquitetura Modernista no Brasil

1ª Casa de Arquitetura Modernista no Brasil

Texto: Laura Lopes

Fonte: Revista Época

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